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Évora


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Conhecida por ser a capital do Alentejo, a cerca de 130km de Lisboa, Évora é uma das cidades históricas mais belas do mundo. Aliás, os vestígios de seu passado e história levaram o seu centro histórico a ser classificado pela UNESCO, como Património Mundial da Humanidade em 1986 .

Évora é uma verdadeira cidade-museu. Embarque numa singular viagem a pé no interior das muralhas medievais da Cidade Velha e veja-se rodeado de pitorescas ruas empedradas, amplas arcadas e praças, onde poderá encontrar lojas de artesanato e vários artistas de rua. Descubra o templo de Diana, erguido pelos Romanos em honra do imperador Augusto, a famosa Praça do Giraldo, os palácios imponentes, capelas, conventos, igrejas e a majestosa catedral gótica.

Os cafés, bares e restaurantes convidam-no a relaxar e oferecem uma viagem gastronómica pela região sul do país. Uma vez no Alentejo, não hesite em provar uma refeição tradicional de Carne de Porco à Alentejana e um copo do rico vinho regional. Deixe as preocupações e relaxe na cidade mais romântica do Alentejo!

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 IGREJA DE SÃO FRANCISCO (CONVENTO)

        Ao sul da Praça do Giraldo encontramos uma atração famosa em Évora, a Igreja de São Francisco (Convento) e no seu interior, um sóbrio anexo, a Capela dos Ossos. A Igreja franciscana foi construída entre 1480 e 1510

Capela dos Ossos

Através da Sala do Capítulo da Igreja de São Francisco podemos ter acesso à Capela dos Ossos, construída entre 1460 e 1510 (durante o período felipino) por iniciativa de três monges franciscanos para abrigar os ossos de mais de 5.000 monges, recolhidos de vários lugares de Évora e organizados naquele local.

        Existem lendas que contam que os mesmos eram de soldados que morreram numa grande batalha ou que foram vitimas da peste. É também provável, que os ossos tenham sido recolhidos de outros cemitérios das Igrejas e Conventos circundantes, pois como naquela época não existia cremação, os mesmos já estariam superlotados e essa era uma maneira de se dispor para resolver tal entrave.

As suas paredes e os oito pilares estão “decorados” com ossos e caveiras cuidadosamente ligados por cimento pardo. As abóbadas são de tijolo rebocado de branco, pintadas com motivos alegóricos à morte. É um monumento de uma arquitetura penitencial de arcarias, ornamentadas com fitas de caveiras, cornijas e naves brancas.

        A capela era dedicada ao Senhor dos Passos, imagem conhecida na cidade como Senhor Jesus da Casa dos Ossos, que impressiona pela expressividade com que representa o sofrimento de Cristo, na sua caminhada com a cruz até ao calvário.

 

 

CATEDRAL

Para lá chegar, só tem que subir a Rua 5 de outubro, uma das melhores para comprar artesanato alentejano. A Catedral de Évora, cuja construção foi iniciada em 1186 e consagrada em 1204, foi concluída apenas em 1250. É um monumento fascinante e imponente. Toda em granito, é marcada pela transição do estilo romântico para o estilo gótico.

Foi melhorada durante os séculos XV e XVI, sendo dessa época o coro-alto, o púlpito, o batistério e o arco da Capela de Nossa Senhora da Piedade ou capela do Esporão (1529). Esta capela da Sé de Évora é um testemunho invulgar de arquitetura híbrida plateresca.

No século XVIII, a Catedral tornou-se mais rica com a construção da capela-mor, apadrinhada por D. João V. Aqui, os mármores provenientes de Estremoz assumem particular importância na surpreendente conjugação com a rigidez das linhas romano-góticas.

Podem também contemplar-se naquela capela um lindíssimo Crucifixo, chamado Pai dos Cristos, que se encontra por cima da pintura de Nossa Senhora da Assunção; estátuas alegóricas dos bustos de São Pedro e São Paulo; e um espetacular órgão de tubos do período renascentista.

Podem ver-se duas torres do período medieval de cada um dos lados da fachada da Sé de Évora. A torre do lado sul é a torre sineira, aquela cujos sinos mandam no tempo da cidade. De cada um dos lados do seu portal existem espetaculares esculturas de Apóstolos, do século XIV, da autoria de Mestre Pêro.

No exterior da Catedral de Évora, no entanto, o zimbório é o elemento arquitetónico mais espetacular. A torre-lanterna do cruzeiro das naves, do reinado de D. Dinis, coroado por uma agulha de escamas de pedra é de facto o ex-libris deste monumento.

Para além da entrada do pórtico principal, há ainda a Porta do Sol, com arcos góticos, e a Porta Norte, reconstruída no período barroco.

A imponência da Sé de Évora pode ver-se também nas três grandes naves no seu interior.

JARDIM DE DIANA

O Jardim de Diana de Évora fica bem no centro de interesse cultural da cidade. No prolongamento de um largo, de seu nome Largo do Conde de Vila Flor, e em verdadeira harmonia com o Templo Romano, o Jardim Diana é o local perfeito para terminar, ou iniciar, um passeio turístico por esta bela cidade de Évora.

Parece que este jardim é precisamente o que faltava aqui, um pedaço de terra com árvores, um pouco de relva e flores para ajudar a compor o ar puro do Alentejo. No topo do monte, bem perto, encontrará uma verdadeira mostra do património da cidade e da Humanidade.

Pequeno e bem modesto, de uma simplicidade bastante rica ao mesmo tempo, o Jardim Diana oferece a quem por cá passa bons momentos de prazer, especialmente se o visitar durante a primavera ou durante o verão. Sobranceiro sobre a cidade, a brisa que aqui corre nas noites quentes é a mais fresca da cidade.

Durante o dia, as várias árvores do Jardim Diana encarregam-se de providenciar bastante sombra aos mais encalorados. Para além das árvores, sentar-se na esplanada do quiosque e beber algo fresco ou comer um gelado, também ajuda.

 

TEMPLO ROMANO

O Templo Romano, em Évora, é um dos mais grandiosos e mais bem preservados templos romanos de toda a Península Ibérica, tendo sido considerado Património Mundial pela UNESCO em 1986. É o ex-libris da cidade, uma espécie de cartão-de-visita, tão conhecido como a Capela dos Ossos.

Olhar para este Templo Romano, também conhecido (erradamente) como Templo de Diana, é como regressar ao passado e idealizar tempos que já lá vão. É um dos mais importantes marcos históricos de Évora, senão o mais importante, sendo também um dos mais visíveis símbolos da ocupação romana na cidade.

De estilo coríntio, foi construído no início do século I, d.C., e fica situado no centro histórico da cidade, mais precisamente, no Largo Conde de Vila Flor, próximo da Sé Catedral de Évora, daBiblioteca Pública de Évora, do Fórum Eugénio de Almeida, do Museu de Évora e da bela Pousada dos Lóios.

Quando estiver a visitar Évora, este será um circuito bastante interessante para se fazer num dia. Sugiro também um passeio pelo Jardim de Diana, para relaxar, beber um refresco e deliciar-se com a magnífica vista sobre a cidade e a planície alentejana que a rodeia.

Ainda hoje este monumento é conhecido como Templo de Diana por muitos portugueses e mesmo eborenses. A confusão explica-se, talvez, devido a uma lenda criada no século XVII que associava a construção do “Templo de Diana” em Évora em honra da deusa romana da caça. A História viria a revelar que, na verdade, o Templo Romano de Évora foi erigido para prestar homenagem ao Imperador Augusto, venerado como um deus, fazendo parte daquilo que seria o fórum romano. Foi modificado nos dois séculos que se seguiram (II e III d.C.) e destruído em parte no século V, aquando da invasão dos povos bárbaros.

Com o passar dos séculos, o Templo foi sofrendo várias destruições e alterações na sua utilização prática. No século XIV, por exemplo, servia de casa-forte ao castelo da cidade de Évora. Mais tarde, foi modificado para servir de matadouro.

Na segunda metade do século XIX foi alvo de uma grande restauração, cujo objetivo foi devolver-lhe o traçado original, a sua dignidade de monumento. Finalmente, no século XX, aquando de novas escavações, foram encontrados vestígios de um pórtico que estaria rodeado por um espelho de água.

Apesar de todas as modificações e destruições de que foi objeto, o Templo Romano de Évoramantém a sua planta original. Este majestoso monumento tem uma forma retangular. A base (o pódio), feita de grandes blocos de granito e com cerca de 3,5m de altura, está quase intacta.

Sobre a base do Templo Romano assentam ainda catorze das suas colunas coríntias originais. Muitas destas colunas ainda conservam os seus capitéis, feitos de mármore branco de Estremoz. O pavimento, que se crê ter sido revestido por mosaicos, desapareceu por completo.

Atualmente, podemos ver o pódio, quase completo; a escadaria, em ruínas; no topo norte, seis colunas intactas, suportando ainda, apesar do rigor dos tempos passados, a arquitrave original; e nas laterais, mais sete colunas (quatro a este e três colunas completas a oeste). Muito semelhante ao que acontece no Templo de Diana em Mérida (Espanha) ou no Templo de Ártemis em Éfeso (Grécia).

No Templo Romano de Évora podemos ver hoje em dia, ao fim de semana, casais recém-casados a posar para fotografias intemporais que os lembrarão não só da união mas também da imponência deste grandioso templo. Para além destes, os turistas sem fim, os recém-licenciados da Universidade de Évora, os namorados, enfim…, que se esgueiram para lá das fitas de proteção, todos querem uma lembrança de um monumento que atravessa os séculos.

 

IGREJA DE STO ANTÃO

A Igreja de Santo Antão ou Igreja Paroquial de Santo Antão fica na famosa Praça do Giraldo. Este é, sem dúvida, mais um dos muitos e magníficos monumentos religiosos da cidade. E um dos mais visitados pelos turistas em Évora.

O mandatário da Igreja de Santo Antão foi o Cardeal D. Henrique, Arcebispo de Évora. Mandou edificá-la onde antes se encontrava a medieval Ermida de Santo Antoninho. Para possibilitar a sua construção, foi mandado demolir o Arco do Triunfo Romano.

A sua construção data do início de 1557. É um exemplar do final do período renascentista e apresenta as caraterísticas das chamadas igrejas-salão da época. O seu interior é um salão único.

A Igreja de Santo Antão sofreu alguns contratempos desde cedo. Foi abalada por um forte tremor de terra em 1568, situação que levou a que em 1570 fossem levadas a cabo obras de consolidação das colunas e das abóbadas.

É constituída por três naves de abóbadas, com colunas de granito, cinco tramos e três capelas por detrás do altar-mor. Os cinco tramos das naves são marcados pelas impressionantes colunas jónicas, as quais dão grande imponência a todo o espaço.

A capela-mor da Igreja de Santo Antão exibe um lindíssimo retábulo de talha dourada, Estilo Nacional, do século XVII. Vai ser fácil de encontrar.

O retábulo integra duas telas tenebristas, do pintor régio Bento Coelho da Silveira: “A Última Ceia” e a “Matança dos Inocentes”. Ostenta ainda um frontal de altar gótico original. Este é o único vestígio da antiga capelinha templária.

As capelas laterais estão decoradas com pinturas e retábulos de talha, dos quais se destacam um “São Miguel e as Almas”, do pintor-poeta Jerónimo Corte Real, e um “Santo Agostinho”, do pintor Francisco Vieira Lusitano.

De entre o conjunto de altares de talha dourada, sobressai o invulgar frontal de mármore do altar-mor. Este frontal do século XIV, é proveniente da velha Ermida de Santo Antoninho e representa o Apostolado.

Apesar de a Praça do Giraldo por si só ser palco de visita de muitos turistas que vêm a Évora, por ser ao ar livre e convidar a sentar numa das muitas esplanadas que por aqui se podem encontrar, especialmente no verão, a Igreja de Santo Antão também convida a uma fotografia.

A forma como se ergue imponente sobre a praça leva-nos a querer entrar, a querer ver mais. Só tem de subir os degraus e passar pela enorme porta para se deslumbrar. Deixe-se cativar.

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